Não sei o que tem acontecido comigo ultimamente. Provavelmente cansaço. De qualquer forma, é impressionante como o fisiológico e o psicológico interferem um no outro. Ando bastante cansado, na realidade. Não sei até que ponto é apenas cansaço físico. Acredito muito que seja cansaço mental também.
Tudo igual. Todo o dia a mesma coisa. Rotina, rotina, rotina. Minha vida mansa e controlada que sempre busquei manter agora parece querer me matar. Sinto como se tivesse numa montanha russa que sobe e sobe e sobe lentamente. Mas o topo nunca chega. E eu não sei quando terei as fortes emoções de uma descida em alta velocidade com direito à loops e curvas fechadas.
E sei que parte disso foi opção minha. Abstraí os sentimentos ruins. Os demasiadamente ruins para falar a verdade, já que um estado deprimido é bem comum em minha vida. Nessa, eu também excluí os demasiadamente bons. Sendo mais direto, neguei sentimentos extremos. Nessa eu vivo sempre na traquilidade. Na vida mansa. Calma. Parada. Entediante.
Talvez seja disso que eu esteja cansado. Desse estado vegetativo. Nem quente, nem frio. Nem cheio, nem morno. É bem possível que seja apenas uma fase. No exato momento não tenho nada grande para acontecer. Eu simplesmente preciso continuar. Continuar nos esportes. Continuar no trabalho. Continuar relacionamentos.
Não sei. Não sei mesmo se é esse o caso ou não. Na realidade eu tenho tentado buscar o motivo que me faz estar sempre incontente. Sempre querendo mais e mais e mais. Seja lá o que for.
domingo, 11 de julho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Songs of my soundtrack: Breakaway by Kelly Clarkson
Eis uma música que indicaram que eu aprendesse no violão. E quando resolvi prestar atenção no que ela dizia, acabei encontrando mais uma música que faria parte da trilha sonora de minha vida caso ela fosse um filme. Para quem me conhece, os motivos são óbvios.
terça-feira, 4 de maio de 2010
"Because of you"
Eu tentei postar o vídeo aqui mas pelo visto o autor desativou esta opção e eu não estava inspirado pra ficar procurando.
O fato é: você já teve a sensação de ter escolhido o caminho errado?
Toda vez que eu escuto essa música eu lembro de uma pessoa. Uma pessoa muito especial. Talvez muito mais especial do que ela mesmo possa imaginar. Não é sempre que me pego pensando nesta pessoa. Mas penso. E penso que tive a oportunidade de estar ao seu lado. E que estive do seu lado durante um bom tempo e talvez não soube aproveitar melhor.
Nos dávamos absurdamente bem. Muitos viam esta pessoa com olhos que eu não podia enxergar. Eu simplesmente gostava demais dessa pessoa. Mas de um modo inocente. Infantil. Depois de muito tempo que pude sentir algo mais adulto. Mesmo assim eu não alimentei esse sentimento por vários motivos que não vem ao caso. O maior de todos: eu simplesmente não acreditava. No quê? Em nós dois.
Essa música me lembra esta pessoa pois eu a vi sofrer muito. Eu vi esta pessoa sofrendo por alguém que ela gostava. Ela fazia de tudo para que ficassem juntos a ponto de quase se anular. Eu não pude fazer muito além de tentar entretê-la.
E quando eu tive a oportunidade, eu tratei esta pessoa como simplesmente mais um caso passageiro. Eu realmente imagino o que teria acontecido se eu tivesse ao menos tentado fazer com que esta pessoa fosse feliz. Não apenas como um bobo da corte. Mas como um companheiro de verdade.
Muitas coisas aconteceram desde então e a certeza de que não há mais volta se abriga em mim. Não chega a ser algo que me assombra... nem algo que me tira o sono... mas me faz questionar sobre mim mesmo. Até que ponto eu sou o que sou por comodismo ou até mesmo por covardia?
Hoje eu pouco falo com esta pessoa. Perdi o contato mesmo com todos os meios de comunicação existentes. Até teria como aproximar-me novamente. Mas hoje eu acredito que esta pessoa seja mais feliz se eu continuar longe. Reaparecer trazendo à tona minhas dúvidas traria apenas sofrimento.
O fato é: você já teve a sensação de ter escolhido o caminho errado?
Toda vez que eu escuto essa música eu lembro de uma pessoa. Uma pessoa muito especial. Talvez muito mais especial do que ela mesmo possa imaginar. Não é sempre que me pego pensando nesta pessoa. Mas penso. E penso que tive a oportunidade de estar ao seu lado. E que estive do seu lado durante um bom tempo e talvez não soube aproveitar melhor.
Nos dávamos absurdamente bem. Muitos viam esta pessoa com olhos que eu não podia enxergar. Eu simplesmente gostava demais dessa pessoa. Mas de um modo inocente. Infantil. Depois de muito tempo que pude sentir algo mais adulto. Mesmo assim eu não alimentei esse sentimento por vários motivos que não vem ao caso. O maior de todos: eu simplesmente não acreditava. No quê? Em nós dois.
Essa música me lembra esta pessoa pois eu a vi sofrer muito. Eu vi esta pessoa sofrendo por alguém que ela gostava. Ela fazia de tudo para que ficassem juntos a ponto de quase se anular. Eu não pude fazer muito além de tentar entretê-la.
E quando eu tive a oportunidade, eu tratei esta pessoa como simplesmente mais um caso passageiro. Eu realmente imagino o que teria acontecido se eu tivesse ao menos tentado fazer com que esta pessoa fosse feliz. Não apenas como um bobo da corte. Mas como um companheiro de verdade.
Muitas coisas aconteceram desde então e a certeza de que não há mais volta se abriga em mim. Não chega a ser algo que me assombra... nem algo que me tira o sono... mas me faz questionar sobre mim mesmo. Até que ponto eu sou o que sou por comodismo ou até mesmo por covardia?
Hoje eu pouco falo com esta pessoa. Perdi o contato mesmo com todos os meios de comunicação existentes. Até teria como aproximar-me novamente. Mas hoje eu acredito que esta pessoa seja mais feliz se eu continuar longe. Reaparecer trazendo à tona minhas dúvidas traria apenas sofrimento.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O que é que eu estou fazendo aqui?
Esta foi a pergunta que passou pela minha cabeça nesta manhã.
Há mais de uma semana sem praticar nenhuma atividade física, eu já estava ficando tremendamente agoniado. Hoje à noite eu tenho treino de artes marciais. Poderia ter esperado. Mas não, eu precisava ir ao treino de natação.
Na realidade parte foi o remorso de faltar uma aula. Quando pego consideração pelo professor eu acabo me sentindo muito mal quando mato um dia de treino. É o caso. Fiquei imaginando que, neste tempo frio e chuvoso, eu seria o único da turma a comparecer. Fiquei pensando também na pobre professora que teria que acordar às quatro e meia da manhã para chegar e não ter alunos. Tudo isso me pesou e eu resolvi ser forte e ir nadar.
A palavra chave foi: frio. Saí agasalhado de casa. Chovendo. O sol até fez um esforço para sair dentre as nuvens. Mas em vão.
Ao me despir e ficar apenas de sunga, saí do vestiário e fui em direção à piscina. Ela estava mais deserta que o próprio Saara. Coloquei a mão na água. Ok. Não estava tremendamente gelada. Fiz um aquecimento, tomei uma ducha. E, ao mergulhar na piscina eu me perguntei: O que é que eu estou fazendo aqui?
Nessas alturas do campeonato eu já estava rindo de mim mesmo. Quem é o louco que vai nadar naquele frio de manhã cedo? Bom... tinham mais uns três lá. E eu.
Pelo frio, eu achei que iria me afogar freneticamente logo na primeira chegada. Mas não! Nadei direitinho. Na realidade muito melhor do que muitas das vezes em que haviam condições favoráveis. Nessa eu acabei me empolgando. Nadei um monte. O corpo esquentou. A água estava realmente maravilhosa. Eu só imaginava como que seria na hora de sair dela. Mas não tinha vento.
No final das contas, o banho quente do vestiário foi uma tremenda recompensa e agora eu estou com a sensação maravilhosa que se tem depois de um treino de nado.
Há mais de uma semana sem praticar nenhuma atividade física, eu já estava ficando tremendamente agoniado. Hoje à noite eu tenho treino de artes marciais. Poderia ter esperado. Mas não, eu precisava ir ao treino de natação.
Na realidade parte foi o remorso de faltar uma aula. Quando pego consideração pelo professor eu acabo me sentindo muito mal quando mato um dia de treino. É o caso. Fiquei imaginando que, neste tempo frio e chuvoso, eu seria o único da turma a comparecer. Fiquei pensando também na pobre professora que teria que acordar às quatro e meia da manhã para chegar e não ter alunos. Tudo isso me pesou e eu resolvi ser forte e ir nadar.
A palavra chave foi: frio. Saí agasalhado de casa. Chovendo. O sol até fez um esforço para sair dentre as nuvens. Mas em vão.
Ao me despir e ficar apenas de sunga, saí do vestiário e fui em direção à piscina. Ela estava mais deserta que o próprio Saara. Coloquei a mão na água. Ok. Não estava tremendamente gelada. Fiz um aquecimento, tomei uma ducha. E, ao mergulhar na piscina eu me perguntei: O que é que eu estou fazendo aqui?
Nessas alturas do campeonato eu já estava rindo de mim mesmo. Quem é o louco que vai nadar naquele frio de manhã cedo? Bom... tinham mais uns três lá. E eu.
Pelo frio, eu achei que iria me afogar freneticamente logo na primeira chegada. Mas não! Nadei direitinho. Na realidade muito melhor do que muitas das vezes em que haviam condições favoráveis. Nessa eu acabei me empolgando. Nadei um monte. O corpo esquentou. A água estava realmente maravilhosa. Eu só imaginava como que seria na hora de sair dela. Mas não tinha vento.
No final das contas, o banho quente do vestiário foi uma tremenda recompensa e agora eu estou com a sensação maravilhosa que se tem depois de um treino de nado.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Dissertação de Mestrado #1

Dizem que o mestrado gera traumas. Até hoje eu me perguntei: "por que será?". Acho que eu estou começando a entender. Fazer disciplinas, correr atrás de orientador, ficar isolado numa sala trabalhando. Tudo isso eu já tinha experimentado durante a graduação. O fato de estar num outro nível e das coisas serem um poucos mais difíceis nunca me assustou. Se algum assunto é muito complicado, estude. Se não sabe fazer, pesquise e descubra. E assim vai.
Mas...
Sempre tem um "mas".
Poisé. Chegou a hora do meu. Até hoje eu levei meu mestrado super tranquilo. Mas o frio na barriga da Hora da Verdade já começa a fazer parte do meu dia-a-dia. Todos os dias sento em frente ao computador e passo mais de hora olhando pra ele sem saber o que escrever. Sem saber por onde começar.
"Faz um esqueleto". Já fiz. Agora eu fico pulando pra lá e pra cá. A cada hora eu to escrevendo em uma parte diferente. Maldito caos que habita minha cabeça.
Já passei da parte de me auto-sabotar. Deixei de lado coisas como formatação e instalação de todo um ambiente pra que a coisa funcione bem. Agora eu to tentando apenas escrever. Ao mesmo tempo que eu tenho a sensação de que tenho muita coisa pra fazer antes de terminar, sinto que tenho muita coisa a escrever.
Pra quem será que devo escrever essa dissertação? Meu mestrado é na física, meu trabalho é mais em software e o projeto é de um instrumento astronômico. Fisicos, computeiros ou astrônomos? E aquela história de que tu só entende verdadeiramente de um assunto quando tu consegue transmiti-lo com sucesso para alguem "leigo" na área.
O quanto de informação devo colocar? Simplesmente escrevo que a teoria pode ser encontrada no livro ou artigo X ou faco um livro novo?
E as referências? Vale o Google? Muito prático. Sempre ajudou bastante. Mas e agora? Creio que atualmente muita gente deve viver um dilema semelhante.
Bom... provavelmente essa é a primeira postagem de outras que virão a respeito desse assunto. E provavelmente as últimas terão um tom de pavor e desespero. Droga...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
PHP e processos Python em background
Há um bom tempo que tenho tentado resolver este problema. Para quem não sabe, eu estou implementando uma interface WEB para o Illusion. Esta interface é escrita em HTML e PHP. Eu meio que to aproveitando pra criar um pouco de vergonha na cara e aprender alguma coisa de desenvolvimento pra WEB.
O meu maior problema nessa história toda é que eu tinha que rodar um script Python de dentro de um script PHP. Até aí o problema não é tão bizarro assim. As funções exec() e popen() dariam conta do recado.
Entretando, tando uma quanto a outra deixam o navegador do cliente pendurado. Esperando. Parado. E logo veio minha pergunta: como disparar um processo Python em background de um arquivo PHP?
Melhor do que ficar escrevendo, acho mais simples colocar o código aqui.
O meu maior problema nessa história toda é que eu tinha que rodar um script Python de dentro de um script PHP. Até aí o problema não é tão bizarro assim. As funções exec() e popen() dariam conta do recado.
Entretando, tando uma quanto a outra deixam o navegador do cliente pendurado. Esperando. Parado. E logo veio minha pergunta: como disparar um processo Python em background de um arquivo PHP?
Melhor do que ficar escrevendo, acho mais simples colocar o código aqui.
main.phpE o arquivo Python foi simplesmente:
Running the engine. . .
");
$handler = popen("python dummy.py", "r");
while(!feof($handler))
{
print(fgets($handler));
print("
");
flush();
sleep(3);
}
pclose($handler);
print "done";
?>
Sei que não fui muito didático. Mas esse também é o tipo de coisa que quero lembrar.
dummy.py
import time
print "Starting a process..."
for i in range(30):
print i
time.sleep(1)
print "Process done!"
Marcadores:
php python fork subprocess
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O fim de um novo ciclo...
Eis que os malditos três anos estão de volta. Para os que não sabem, de três em três anos as coisas começam a mudar pra mim. E sempre de forma brusca. É como se eu vivesse em ciclos de três anos.
Não sei se é uma fuga. Não sei se posso chamar isso de maldição ou de presente divino. Não sei se a culpa é minha ou se o universo que simplesmente conspira. Mas a cada três anos eu sinto uma vontade incontrolável de mudanças extremas.
Com o fim do meu mestrado, surge uma brecha para esse tipo de mudança. O que eu tinha como certo, passa a ser dúvida. O que fazer da minha vida depois disso? Fico onde estou? Volto para minha terrinha? Vou para mais longe ainda?
E, claro, qualquer que seja a minha decisão, novamente, eu vou ter que deixar pessoas pra trás. Ou eu me afasto ainda mais dos amigos que já estão distantes ou volto pra eles e abandono os amigos que aqui fiz. De novo.
Não sei se é uma fuga. Não sei se posso chamar isso de maldição ou de presente divino. Não sei se a culpa é minha ou se o universo que simplesmente conspira. Mas a cada três anos eu sinto uma vontade incontrolável de mudanças extremas.
Com o fim do meu mestrado, surge uma brecha para esse tipo de mudança. O que eu tinha como certo, passa a ser dúvida. O que fazer da minha vida depois disso? Fico onde estou? Volto para minha terrinha? Vou para mais longe ainda?
E, claro, qualquer que seja a minha decisão, novamente, eu vou ter que deixar pessoas pra trás. Ou eu me afasto ainda mais dos amigos que já estão distantes ou volto pra eles e abandono os amigos que aqui fiz. De novo.
Assinar:
Postagens (Atom)