domingo, 18 de setembro de 2011

Vínculos...


Emocionado. Lágrimas permeiam meus olhos de felicidade. Algo que vem do fundo do meu coração. Por que tudo isso? Simplesmente por alguns minutos de interação virtual com uma amiga que não via há muito tempo.

Muito mais do que uma amiga, essa menina, por alguns instantes, me fez eu me reconectar com meu passado. Um passado bem distante. Um passado gostoso, feliz.

Adoro, adoro, adoro, adoro reencontrar pessoas distantes. Sério. Do fundo do meu coração. Pena que, devido à distância, isso tem ocorrido mais virtualmente.

O mais gostoso, é que eu não lembro dos problemas, das minhas tristezas, de nada ruim daquela época. As memórias que me vieram à mente são memórias boas. Lembro da voz dela, da risada, do jeito meigo. Uma amizade que surgiu do nada. Assim como tantas outras.

Eu tenho um prazer incomensurávem em conectar-me com pessoas do meu passado pois eu começo a lembrar de como eu era antigamente. Tantos valores, tantas conquistas. Me faz olhar pra trás e ver o quanto eu consegui caminhar.

Pots aleatório com palavras soltas. Não ligo de não ter sido claro e de não ter escrito um texto bem estruturado. Foda-se. Mas to feliz de conseguir escrever aqui e registrar mais um momento que me deixou tão bem.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Louco? Não, obrigado.


Por hoje eu vou ficar de boa. Lúcido. Quero estar bem atento com todos os meus sentidos bem aguçados pois quero aproveitar minha vida.

Quero ver todas as cores do arco-íris. Todas as cores do nascer e do por do Sol. Quero olhar para o céu noturno e ver a lua que sorri para mim quando crescente. Quero olhar para os pontos brilhantes no céu e conseguir lembrar o que eles são. O quão grande esse universo é e o quão pequeno nós somos.

Quero meus ouvidos aguçados para ouvir os passarinhos, o vento batendo nas árvores. As palavras de um amigo que conta uma novidade, uma história, um conto, um fato interessante, uma piada ou desabafa momentos de tristeza. As canções que me fazem cantar, que me fazem sentir como se um dia eu pudesse ser um astro. As notas que saem de um instrumento músical que me fazem querer tocá-lo ou de uma caixa de som que ressona dentro do meu peito fazendo com que meus pés se mexam quase que involuntariamente.

Quero sentir o teu perfume. Quero sentir o cheiro do arroz japonês ou da geléia de abacaxi que faço. Ou das esfirras feitas aqui na vizinhança. Ou da pizza que o pessoal aqui de casa come toda semana. Quero sentir o cheiro da minha roupa quando limpa. Quero sentir o cheiro de incenso no meu quarto.

Quero meu paladar aguçado pois um dos maiores prazeres que sinto é o de comer. Sentir o doce, o salgado, o azedo e o amargo. Quero beber, mas não quero me embriagar. Quero poder desfrutar de cada gole de cerveja. Quero sentir a água descendo pela minha garganta e me revitalizando. Trazendo forças para dentro de mim. Quero tomar leite com achocolatado e sentir o doce e gelado passeando pela minha boca nas noites antes de dormir.

Quero sentir o vento batendo no meu rosto. Quero sentir frio. Quero sentir calor. Quero sentir alegria. Quero sentir tristeza. Quero sentir dor. Quero sentir tua mão quando toca a minha. Quero sentir dor de cabeça quando tiver trabalhado demais para saber quando descansar. Quero que meu coração doa quando magoado para que eu não esqueça e aprenda. Quero sentir o medo de encarar um sonho que está para se realizar e a alegria de vê-lo se realizando.

Quero sentir o mundo ao redor como ele realmente é. Quero meus sentimentos puros. Limpos. Como eles são naturalmente. Quero ser independente de qualquer coisa que os altere. Quero ser sincero comigo mesmo. Quando for pra doer, que doa. Quando for pra ser gostoso, que seja.

E quero que, assim, eu consiga aprenda a valorizar ainda mais todas as sensações boas.

Desculpa.

E quero que, assim, eu consiga aprender a valorizar ainda mais tudo o que sinto, pois é quando sinto que eu tenho a certeza de que ainda estou vivo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Olhos analíticos.


O poder do olhar. Acho que este é um dos temas mais batidos em discussões sobre relações humanas. O quanto o olhar tem o poder de transmitir uma mensagem sem precisarmos proferir uma palavra sequer. Entretanto, poucos conseguem ter a sensibilidade necessária para entender o poder avassalador que um olhar têm quando estamos julgando alguém.

Na realidade, devo me corrigir ao utilizar a palavra "julgar" pois adjetivos positivos como "bonito" e "interessante" não têm um efeito tão pesado. O termo correto seria o de "não aceitar" alguém.

Andando pela Av. Paulista, encontramos um cenário extremamente agressivo com pessoas de tudo quanto é tipo. Mendigos, madames, héteros, gays, lésbicas, loucos, skatistas, artistas, etc. A simples existência de muitos desses é uma agressão para nós.

Sim. Quando olhamos para estas pessoas, na realidade estamos desejando que elas não existissem. Simplesmente não aceitamos que elas estejam fazendo parte da nossa vida naquele momento. Eles são intrusos. Até aí, o problema não é tão grande pois estas pessoas meio que fazem parte de um cenário que vai ficando para trás conforme caminhando.

O problema maior é quando olhamos para alguém de nosso ciclo social desta forma. Por acaso tu sabes o quão frio e doloroso é o olhar de alguém que não aceita a tua existência? Dói na alma.

Na minha opinião, não ser aceito dói mais do que ser odiado, temido, etc. E é engraçado como a gente vai se permitindo olhar assim para todos ao nosso redor. Com esse olhar frio e agressivo. Olhamos assim para pessoas que não têm nada a ver com o fato de estares atrasado, ou sem dinheiro, ou seja lá o que tenha acontecido de ruim contigo.

E somente com o olhar tu é capaz de acabar com o dia de outra pessoa.

Eu sei bem o quanto ser olhado desta forma dói pois eu tenho o hábito de olhar nos olhos das pessoas. Sim. No metrô, nas ruas, no ônibus. Olhar nos olhos das pessoas e tentar entender o que se passa com elas é meio que um passa-tempo.

Além do exercício de olhar nos olhos de estranhos, eu recomendo profundamente o exercício de tentar manter a mente vazia ao olhar para estranhos na rua. Veja o cenário. Veja as pessoas. Mas não os rejeite. Aceite-os. Deixe que eles venham, passem e cumpram o seu papeu na tua vida.

Lembre-se, rejeitar a existência de uma outra pessoa é quase a mesma coisa que desejar que ela morra.

domingo, 8 de maio de 2011

Mentiroso, espertinho ou simplesmente humano?


Um dos maiores discursos quando duas pessoas discutem uma relação que ainda nem mesmo existe é a tal da sinceridade. Quase todas exigem uma sinceridade incodicional e mesmo sem haver compromisso algum entre elas, a promessa de que uma deverá ser para sempre sincera já é considerada existente.

As pessoas normais não são sinceras a todo o tempo. Tu também não é sincero a todo o tempo. E nem deves ser.

Existem coisas que dispensam a sinceridade. Do que adianta ser sincero quando um amigo ou amiga vem perguntar super feliz perguntar a tua opinião sobre uma roupa que acabara de comprar e esta roupa não te agradou nem um pouco? Será que vale mesmo a pena jogar um balde de água fria sobre a pessoa dizendo um sincero "não gostei"?

Ao mesmo tempo, qual o problema em usar mentira para conseguir algo? Por que não é certo? Então devemos ser sinceros e falar para o nosso concorrente o quão mal vão nossos negócios na nossa empresa? Ou devemos ser sinceros ao revelar estratégias dentro de uma empresa?

O próprio livro "A Arte da Guerra" de Sun Tzu fala "se teu oponente é mais forte e mais numeroso, tente enganá-lo e confundí-lo".

Sendo sincero, este discurso de "sinceridade" que a grande maioria das pessoas têm na ponta da língua quando estão numa conversa de mesa de bar é pura defesa. É um modo de tu dizer "eu tenho
medo de cair na mentira dos outros". Mentiras existem no dia a dia e temos que estar ciente que podemos ser enganados a qualquer momento. E, bom, acontece.

Não podemos armar um cerco de juras de sinceridade à todas as pessoas em nosso círculo social e passar a acreditar que tudo o que elas dizem será sempre verdade. Mesmo os amigos. Imagina no caso citado acima se é tu quem está pedindo opinião sobre algo que acabou de comprar. Imagina a tua frustração ao ouvir um "achei péssimo isto que compraste".

Também não quero fazer apologia à mentira e dizer que todos deveriam sair mentindo loucamente. Mais uma vez chegamos na questão do equilíbrio e, principalmente, do bom senso do uso da mentira e da verdade. Diga a verdade quando for conveniente. Diga a mentira quando for conveniente. Quando nenhuma das duas forem convenientes, não diga nada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fighting Against Myself #3

Eis que é Carnaval.

Véspera de eu ir numa das festas mais esperadas. Geralmente as pessoas entram para o Carnaval com o clima de "curtição". Normalmente eu estaria nesse clima. Mas, desta vez, tem algo que me segura.

E daí eu entro em crise. O que fazer? "Aproveitar" no sentido extremo da palavra e cair na gandaia como maioria esmagadora fará? "Aproveitar" no sentido mediano da palavra ficando na minha apenas deixando as coisas acontecerem? "Aproveitar" mas tentando visar outros pontos e tentando me preservar pra algo que eu não até que ponto vai dar certo ou não?

Eu realmente não sei.

Vale a pena realmente encher a cara e afogar todas as mágoas? Vale a pena querer se acabar neste feriado apenas porque ele foi feito justamente pra isso?

Sei lá... nesses momentos eu tenho muito medo de me perder. Medo de me enganar com a idéia de que vou "curtir a vida", quando "curtir a vida" pode ser algo muito mais simples. Sutil. Delicado. Puntual.

Eu sempre fui muito de me preservar. Às vezes eu agradeço. Às vezes me arrependo. Muitas vezes queria ser mais louco do que já sou. Outras vezes, me arrependo por não ter sido mais prudente.

Conflito, conflito, conflito. Que caminho seguir?

E mais uma vez eu estou aqui lutando comigo mesmo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Saudade da minha loucura....


Ah! Saudade da minha loucura! Não sei o que tem acontecido comigo mas eu tenho me tornado cada vez mais covarde. E isso dói. No final das contas, eu acabo vivendo uma vida pacata. Sem graça. Sem sal.

Ando pelas ruas de um outro continente e me conformo em simplesmente olhar. Não tenho coragem de interagir. Tenho vergonha até de tirar uma simples foto no meio da rua. O medo de ser diferente dos outros é tão grande que me sinto inutilizado.

Me sindo observado quando, na verdade, sou invisível. Na realidade eu quem observo demais. Vejo demais e quero ser o que não sou. Quero ser aceito por um fantasma que criei na minha mente e que, na realidade, não existe.

Sinto falta de ser louco. Sinto falta do modo com que minha loucura inspirava outras pessoas. Sinto falta de como eu as fazia alegras. De como eu conseguia arrancar sorrisos às vezes de rostos enxarcados de lágrimas. De conseguir uma risada em meio a um choro de desespero.

Sinto falta de tocar as pessoas. Sinto falta de ser tocado. Lá no fundo. São raros os momentos em que sinto alguém chegar na minha alma. São raros os momentos em que meus sentimentos são intensos ao ponto de me provarem que estão vivo. E sentimentos além da dor, que parece ser a única capaz de nos dar essa certeza devido à facilidade com que consegue se fortalecer dentro de nós.

E por fim cá estou. Viajando. Longe de todos que eu gosto. Muito mais longe dos que já estavam longe. Quase que implorando por alguém com quem conversar. Por atenção. Rezo para que, quando eu voltar, esse desejo de tocar e ser tocado continue e que eu consiga firmar ainda mais os laços que eu construí. Rezo para que os sentimentos sejam ainda mais fortes. Que eu seja atencioso. Que eu esteja atento aos que estão ao meu redor. E que a dor não seja a única prova de que eu ainda estou vivo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Insegurança

Já faz um bom tempo que não escrevo aqui. E tanta coisa aconteceu. Tanta coisa mudou. Tenho pensado muito mas achava que meus pensamentos eram íntimos demais para serem expostos em um blog.

É engraçado como, apesar de tudo o que me aconteceu, eu ainda tenho a síndrome de super-humano. Talvez justamente pelo fato de ter passado por tanta barra pesada que eu comece a me sentir assim. Confesso que não é raro eu alimentar um sentimento megalomaníaco.

Engraçado que sempre tive dificuldades em me enturmar. Quando pequeno, eu era o "feio", o "desajeitado", o "sex symbol" (assim era chamado de tão ridículo que era o meu modo de me vestir) e hoje eu me vejo enfrentando rodas sociais e sendo querido!

Apresentei peças de teatro no colégio, na igreja. Paguei micos e mais micos. Cantei. Dancei. Coordenei eventos grandes. E era impressionante como nessas horas em que ficava completamente exposto socialmente, nenhum pingo de insegurança passava por mim. Eu simplesmente enfrentava meu público. Hoje enfrento palestras, workshops, inclusive enfrento uma sala de aula e até em outras línguas!!

E mesmo com tudo isso eu ainda tenho o estigma da "aceitação". Mesmo com toda essa bagagem (que eu acredito que não seja pouca, deixando minha modéstia de lado), eu ainda tenho uma tremenda insegurança ao entrar numa nova roda de amigos. Por mais que as pessoas me trate bem, por mais que tudo esteja tranquilo. Por mais que não haja com o que se preocupar. Eu ainda tenho o medo de não ser aceito.

Medo de ser chato, de ser esquisito, de ser inconveniente, de ser um peso na vida das pessoas. Tenho muito medo de tudo isso. E quanto mais "descolado" o público, maior o meu medo. Talvez seja o trauma de ser o "CDF" da turma. Não sei. E é engraçado como eu fico surpreso quando alguém mostra que gostou de mim.

Sei que muita gente me acha extremamente prepotente. E eu sou às vezes. Mas em grande maior parte das vezes essas pessoas não enxergam o quão medroso eu sou. O quanto eu tremo nas bases quando enfrento uma roda nova de pessoas.

E isso ficou extremamente evidente nessa minha última viagem. É engraçado como eu sou arisco. Pareço um bicho do mato. Sei lá... um post caótico reflete uma mente caótica. E no final, eu somente queria mostrar que por mais que eu pareça um cara durão, eu não sou mais do que uma criança chorona que morre de medo de ter que se esconder atrás das salas de aula do colégio de novo.