Eis que os malditos três anos estão de volta. Para os que não sabem, de três em três anos as coisas começam a mudar pra mim. E sempre de forma brusca. É como se eu vivesse em ciclos de três anos.
Não sei se é uma fuga. Não sei se posso chamar isso de maldição ou de presente divino. Não sei se a culpa é minha ou se o universo que simplesmente conspira. Mas a cada três anos eu sinto uma vontade incontrolável de mudanças extremas.
Com o fim do meu mestrado, surge uma brecha para esse tipo de mudança. O que eu tinha como certo, passa a ser dúvida. O que fazer da minha vida depois disso? Fico onde estou? Volto para minha terrinha? Vou para mais longe ainda?
E, claro, qualquer que seja a minha decisão, novamente, eu vou ter que deixar pessoas pra trás. Ou eu me afasto ainda mais dos amigos que já estão distantes ou volto pra eles e abandono os amigos que aqui fiz. De novo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
New description 'bout me
Nestes últimos dias eu estava pensando sobre uma nova auto-descrição para colocar num dos sites em que eu estou inscrito. Não queria nada muito down, como eu tendo a escrever. Nessa brincadeira acabei escrevendo algo que gostei e aqui estou a postar para não esquecer.
"Se eu for escrever aqui, não terás nada bonito de se ler. Minha cor não está nos meus momentos de lucidez. Quando eu penso, penso demais e o meu céu se torna cinza. Pensando demais acabo vivendo sob a chuva. Molhado, com frio e procurando algum abrigo.
Na minha loucura é que consigo brilhar. Nos momentos em que consigo me fazer inocente a ponto de não ver maldade em nenhum lugar. Quando, como uma criança, eu ainda consigo acreditar nos meus sonhos e que eles não são impossíveis. Momentos de loucura que fazem com que eu me jogue de cabeça em situações bizarras que, sejam como forem, sempre viram motivo de riso mais tarde.
Por isso ando evitando pensar e ando buscando viver. "
"Se eu for escrever aqui, não terás nada bonito de se ler. Minha cor não está nos meus momentos de lucidez. Quando eu penso, penso demais e o meu céu se torna cinza. Pensando demais acabo vivendo sob a chuva. Molhado, com frio e procurando algum abrigo.
Na minha loucura é que consigo brilhar. Nos momentos em que consigo me fazer inocente a ponto de não ver maldade em nenhum lugar. Quando, como uma criança, eu ainda consigo acreditar nos meus sonhos e que eles não são impossíveis. Momentos de loucura que fazem com que eu me jogue de cabeça em situações bizarras que, sejam como forem, sempre viram motivo de riso mais tarde.
Por isso ando evitando pensar e ando buscando viver. "
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Rumo ao outro lado do mundo - #5
Talvez um dos últimos posts antes de eu realmente embarcar. Muito estranho. A dois dias da minha viagem mais sonhada e eu estou calmo. Na realidade, esta calma tem sido meu único motivo de tensão: eu realmente deveria estar tão calmo?
Realmente está quase tudo pronto. Além das malas, faltam apenas uns três itens a serem conferidos antes de eu me dar por satisfeito. Talvez hoje mesmo eu resolva tudo.
Pela previsão do tempo, a temperatura nas cidades que eu estarei variam de 11 a 19 graus Celsius, tranquilo.
Dois dias antes da minha viagem eu tive a brilhante idéia de fazer uma revisão de japonês e tentar ver se não posso aprender nada de útil com as minhas apostilas. Agora eu estou aqui, frenético, com a última apostila do meu curso tentando absorver todo o conhecimento possível com a uma taxa de processamento de 5THz.
Minha intenção era a de encontrar a forma extremamente polida da linguagem já que, provavelmente, vou lidar com muitos figurões e eu quero impressionar.
Sobre planos de rota, não tenho nenhum. Eu não sei porquê, mas eu não consigo fazer espécie alguma de previsão quanto à viagem em si. Em parte isso me deixa tenso. Por outro lado, é bom pois não crio tanta eXpectativa e consigo aproveitar tudo.
Sei lá... sei lá... tem horas que eu me assusto com o quão controlado/frio eu consigo ser em certos aspectos.
Realmente está quase tudo pronto. Além das malas, faltam apenas uns três itens a serem conferidos antes de eu me dar por satisfeito. Talvez hoje mesmo eu resolva tudo.
Pela previsão do tempo, a temperatura nas cidades que eu estarei variam de 11 a 19 graus Celsius, tranquilo.
Dois dias antes da minha viagem eu tive a brilhante idéia de fazer uma revisão de japonês e tentar ver se não posso aprender nada de útil com as minhas apostilas. Agora eu estou aqui, frenético, com a última apostila do meu curso tentando absorver todo o conhecimento possível com a uma taxa de processamento de 5THz.
Minha intenção era a de encontrar a forma extremamente polida da linguagem já que, provavelmente, vou lidar com muitos figurões e eu quero impressionar.
Sobre planos de rota, não tenho nenhum. Eu não sei porquê, mas eu não consigo fazer espécie alguma de previsão quanto à viagem em si. Em parte isso me deixa tenso. Por outro lado, é bom pois não crio tanta eXpectativa e consigo aproveitar tudo.
Sei lá... sei lá... tem horas que eu me assusto com o quão controlado/frio eu consigo ser em certos aspectos.
domingo, 27 de setembro de 2009
Rumo ao outro lado do mundo #4
Bizarro! Muito mais gente do que eu imaginava tem acompanhado a "A grande Saga de B1 rumo ao outro lado do mundo!"
Muita gente tem me perguntado a respeito de ansiedade, medo e outros tipos de sensações ligadas à eventos muito esperados. Engraçado que eu não tenho sentido nenhum deles. Não normalmente.
Óbvio. Quando eu converso pessoalmente a respeito com alguém, o meu nível de empolgação tende ao infinito como uma exponencial. Mas não é algo constante. Na realidade, quando algo tão bom assim está prestes a acontecer, eu demoro a acreditar na realidade. Provavelmente eu só começarei a entrar em euforia quando estiver dentro do primeiro avião. Não é questão de pessimismo. Simplesmente é bom demais pra ser verdade e a Lady Murphy pode aparecer a qualquer momento.
Continuando mais um pouco da história das Aventuras de B1. Logo quando eu voltei à terrinha da garoa, tive uma reunião com o meu grupo de trabalho como toda semana e apresentei um pequeno report do meu trabalho. Bom. Eu tinha recém voltado de férias então não tinha nada a reportar além de que estava decidido a ir à conferência. Não só eu os informei da minha decisão, como também o método: As Rifas.
As reações foram diversas. Alguns ficaram meio que assustados, outros riram. Natural. Conforme o tempo foi passando que eu fui me tocando do tamanho da furada que tinha entrado. A princípio eu não tinha a minima idéia. Mas fui tocando. Um dos integrantes do grupo, Mr. Scarab, ficou indignado com o fato de eu não conseguir dinheiro pela universidade e sai me arrastanto pelos corredores do instituto buscando uma solução. Falamos com uma das secretárias de uma das milhões de secretarias e coordenadorias que um instituto sempre tem e ela nos deu duas soluções: falar com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da universidade e falar diretamente com a coordenadora de pós do meu curso.
Mr. Scarab e Dexter-kun foram duas pessoas, completamente distintas em seus universos, que deram, literamente, um boost na minha determinação. Falando para eu não desistir e me xingando em momentos em que hesitava. Bom, Mr. Scarab partiu em viagem para seu novo trabalho e me deixou com palavras de apoio e determinação extremas ao ponto de me deixar até meio conturbado.
No mesmo dia eu escrevi o chamado "Email Pidão". Ele foi um modelo que eu usei para contactar as pessoas pedindo ajuda seja na forma de rifa para amigos e conhecidos, seja na forma de auxílio no caso de departamentos universitários.
Enviei um email quase chorando ao Pró-Reitor e à Coordenadora do meu curso. Eu senti dó de mim mesmo lendo aquele email. =D~
Na realidade, a parte que dava "dó" dizia algo como: "Pelo o que procurei até agora, apenas alunos de doutorado e de graduação têm esse tipo de apoio enquanto os alunos de mestrado ficam desamparados."
Tá... eu sei... foi com piada interna contada fora de contexto. Não dá tanto dó assim quando lido isoladamente. Mas o email foi bem escrito.
Entrei em contato por telefone e pessoalmente com a coordenadora de pós. Ela disse-me que realmente a coordenadoria não tem verbas para alunos de mestrado e que, o máximo que ela poderia fazer, seria circular o meu email entre os professores do comitê de pós analisando a possibilidade de escrever uma carta à pró-reitoria mencionando a importância da minha viagem e dando um peso a mais ao email que eu escrevi.
Como eu devo ter mencionado no post anterior, Agosto foi um inferno nesse aspecto. Todos os dias eu tinha que fazer algo relacionado à viagem. Ligar para agências de viagem, pegar orçamentos, converter e desconverter moedas, procurar hospedagem em Tóquio, ver os meios de transportes mais rápidos e baratos, etc.
Na última semana de Agosto eu recebo um email da pró-reitoria:
"Senhor, favor enviar um orçamento dos gastos com a viagem."
Na realidade, era algo mais específico com a passagem. Sem comentar nada com ninguém, enviei o orçamento e desencanei: "Naaaaa, a hora que eles virem o quão caro é a passagem, eles vão desencanar".
Ah! Eu não mencionei aqui ainda (ou já). Mas a essa altura, o comitê do congresso havia entrado em contato comigo dizendo que a hospedagem e a taxa de inscrição do evento seriam pagas por eles. =D~ "Só" faltava a passagem.
Uma semana depois eu recebo outro email da pró-reitoria: "Caro Bruno, venha até a pró-reitoria buscar seu auxílio".
Ha... haha... hahaha... preciso dizer alguma coisa? Que eu fiquei simplesmente desnorteado no momento? Que eu larguei TUDO o que estava fazendo para ir na PR (pró-reitoria)?
Cheguei na PR, tremia freneticamente. Minha mão suava. Eu dizia para mim mesmo: "Bom, se for um auxílio parcial eu já posso ficar feliz. É menos grana que tenho que pegar emprestado no banco e é menos tempo que eu tenho que ficar me matando depois para pagar." Com um pouco de alívio.
A secretária chegou, fez-me assinar alguns papéis e me entregou o cheque. Auxílio integral. Sim cara... SIIIIIIIIIM!!! \o/
A universidade bancou toda a minha passagem até Tóquio cara!!! SIIIIIIIIIIM!!
Eu agradeci formalmente. Saí do prédio. Desnorteado. Liguei pra minha mãe. Ela não podia atender na hora. Tentei falar com o meu pai. Ele também não respondia. Liguei para o Dexter, mas eu não podia expressar demais a minha euforia pois tinha um cheque comigo com toda a grana necessária pra realizar meu sonho na minha mochila. Não podia dar bobeira e correr o risco de qualquer assalto.
Dentro do ônibus, consegui falar com minha mãe. Mesma coisa: "Oi! Mãe? Tudo bom? Olha só... lembra aquele negócio que eu tava tentando com a universidade? Pois é... consegui. Tudo. Aham... tudo." Em tom baixo e devagar.
Demorou alguns dias até acreditar no que estava acontecendo. Tudo o que eu pude fazer no dia foi agradecer o Dexter, já que ele foi um dos que acompanharam mais de perto toda a história. Até comprar as passagens, eu tava com um pé atrás. E, até então, os únicos que sabiam disso era minha família e o Dexter.
As rifas continuaram rolando. Primeiro pois já tinha vendido para muita gente. E o sorteio aconteceria independentemente do quanto de dinheiro que eu já tinha. Segundo pois o iene é caro e meus problemas não estavam completamente solucionados. Eu terei gastos com comida, hospedagem em Tóquio (ir para o Japão e não passar alguns dias por lá é sacanagem) e também com passagem de Tóquio para a cidade onde o evento ocorrerá. Como já disse muitas vezes, muita gente me ajudou e, graças à essa ajuda, eu vou poder realizar meu sonho sem ter que ficar esquentando muito a cabeça.
Por agora, teoricamente está tudo certo. Só falta imprimir o pôster e comprar os ienes. E, claro, fazer um planejamento da minha estadia em Tóquio. Mas eu realmente custo a acreditar. Eu realmente só vou acreditar na realização deste sonho quando pisar no aeroporto de Narita e ver todos os caracteres e ideogramas em japonês.
E daí... eu não quero nem imaginar a minha reação...
Muita gente tem me perguntado a respeito de ansiedade, medo e outros tipos de sensações ligadas à eventos muito esperados. Engraçado que eu não tenho sentido nenhum deles. Não normalmente.
Óbvio. Quando eu converso pessoalmente a respeito com alguém, o meu nível de empolgação tende ao infinito como uma exponencial. Mas não é algo constante. Na realidade, quando algo tão bom assim está prestes a acontecer, eu demoro a acreditar na realidade. Provavelmente eu só começarei a entrar em euforia quando estiver dentro do primeiro avião. Não é questão de pessimismo. Simplesmente é bom demais pra ser verdade e a Lady Murphy pode aparecer a qualquer momento.
Continuando mais um pouco da história das Aventuras de B1. Logo quando eu voltei à terrinha da garoa, tive uma reunião com o meu grupo de trabalho como toda semana e apresentei um pequeno report do meu trabalho. Bom. Eu tinha recém voltado de férias então não tinha nada a reportar além de que estava decidido a ir à conferência. Não só eu os informei da minha decisão, como também o método: As Rifas.
As reações foram diversas. Alguns ficaram meio que assustados, outros riram. Natural. Conforme o tempo foi passando que eu fui me tocando do tamanho da furada que tinha entrado. A princípio eu não tinha a minima idéia. Mas fui tocando. Um dos integrantes do grupo, Mr. Scarab, ficou indignado com o fato de eu não conseguir dinheiro pela universidade e sai me arrastanto pelos corredores do instituto buscando uma solução. Falamos com uma das secretárias de uma das milhões de secretarias e coordenadorias que um instituto sempre tem e ela nos deu duas soluções: falar com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da universidade e falar diretamente com a coordenadora de pós do meu curso.
Mr. Scarab e Dexter-kun foram duas pessoas, completamente distintas em seus universos, que deram, literamente, um boost na minha determinação. Falando para eu não desistir e me xingando em momentos em que hesitava. Bom, Mr. Scarab partiu em viagem para seu novo trabalho e me deixou com palavras de apoio e determinação extremas ao ponto de me deixar até meio conturbado.
No mesmo dia eu escrevi o chamado "Email Pidão". Ele foi um modelo que eu usei para contactar as pessoas pedindo ajuda seja na forma de rifa para amigos e conhecidos, seja na forma de auxílio no caso de departamentos universitários.
Enviei um email quase chorando ao Pró-Reitor e à Coordenadora do meu curso. Eu senti dó de mim mesmo lendo aquele email. =D~
Na realidade, a parte que dava "dó" dizia algo como: "Pelo o que procurei até agora, apenas alunos de doutorado e de graduação têm esse tipo de apoio enquanto os alunos de mestrado ficam desamparados."
Tá... eu sei... foi com piada interna contada fora de contexto. Não dá tanto dó assim quando lido isoladamente. Mas o email foi bem escrito.
Entrei em contato por telefone e pessoalmente com a coordenadora de pós. Ela disse-me que realmente a coordenadoria não tem verbas para alunos de mestrado e que, o máximo que ela poderia fazer, seria circular o meu email entre os professores do comitê de pós analisando a possibilidade de escrever uma carta à pró-reitoria mencionando a importância da minha viagem e dando um peso a mais ao email que eu escrevi.
Como eu devo ter mencionado no post anterior, Agosto foi um inferno nesse aspecto. Todos os dias eu tinha que fazer algo relacionado à viagem. Ligar para agências de viagem, pegar orçamentos, converter e desconverter moedas, procurar hospedagem em Tóquio, ver os meios de transportes mais rápidos e baratos, etc.
Na última semana de Agosto eu recebo um email da pró-reitoria:
"Senhor, favor enviar um orçamento dos gastos com a viagem."
Na realidade, era algo mais específico com a passagem. Sem comentar nada com ninguém, enviei o orçamento e desencanei: "Naaaaa, a hora que eles virem o quão caro é a passagem, eles vão desencanar".
Ah! Eu não mencionei aqui ainda (ou já). Mas a essa altura, o comitê do congresso havia entrado em contato comigo dizendo que a hospedagem e a taxa de inscrição do evento seriam pagas por eles. =D~ "Só" faltava a passagem.
Uma semana depois eu recebo outro email da pró-reitoria: "Caro Bruno, venha até a pró-reitoria buscar seu auxílio".
Ha... haha... hahaha... preciso dizer alguma coisa? Que eu fiquei simplesmente desnorteado no momento? Que eu larguei TUDO o que estava fazendo para ir na PR (pró-reitoria)?
Cheguei na PR, tremia freneticamente. Minha mão suava. Eu dizia para mim mesmo: "Bom, se for um auxílio parcial eu já posso ficar feliz. É menos grana que tenho que pegar emprestado no banco e é menos tempo que eu tenho que ficar me matando depois para pagar." Com um pouco de alívio.
A secretária chegou, fez-me assinar alguns papéis e me entregou o cheque. Auxílio integral. Sim cara... SIIIIIIIIIM!!! \o/
A universidade bancou toda a minha passagem até Tóquio cara!!! SIIIIIIIIIIM!!
Eu agradeci formalmente. Saí do prédio. Desnorteado. Liguei pra minha mãe. Ela não podia atender na hora. Tentei falar com o meu pai. Ele também não respondia. Liguei para o Dexter, mas eu não podia expressar demais a minha euforia pois tinha um cheque comigo com toda a grana necessária pra realizar meu sonho na minha mochila. Não podia dar bobeira e correr o risco de qualquer assalto.
Dentro do ônibus, consegui falar com minha mãe. Mesma coisa: "Oi! Mãe? Tudo bom? Olha só... lembra aquele negócio que eu tava tentando com a universidade? Pois é... consegui. Tudo. Aham... tudo." Em tom baixo e devagar.
Demorou alguns dias até acreditar no que estava acontecendo. Tudo o que eu pude fazer no dia foi agradecer o Dexter, já que ele foi um dos que acompanharam mais de perto toda a história. Até comprar as passagens, eu tava com um pé atrás. E, até então, os únicos que sabiam disso era minha família e o Dexter.
As rifas continuaram rolando. Primeiro pois já tinha vendido para muita gente. E o sorteio aconteceria independentemente do quanto de dinheiro que eu já tinha. Segundo pois o iene é caro e meus problemas não estavam completamente solucionados. Eu terei gastos com comida, hospedagem em Tóquio (ir para o Japão e não passar alguns dias por lá é sacanagem) e também com passagem de Tóquio para a cidade onde o evento ocorrerá. Como já disse muitas vezes, muita gente me ajudou e, graças à essa ajuda, eu vou poder realizar meu sonho sem ter que ficar esquentando muito a cabeça.
Por agora, teoricamente está tudo certo. Só falta imprimir o pôster e comprar os ienes. E, claro, fazer um planejamento da minha estadia em Tóquio. Mas eu realmente custo a acreditar. Eu realmente só vou acreditar na realização deste sonho quando pisar no aeroporto de Narita e ver todos os caracteres e ideogramas em japonês.
E daí... eu não quero nem imaginar a minha reação...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Rumo ao outro lado do mundo #3
Faltando praticamente apenas uma semana para minha viagem, eis que resolvi fazer um check up de tudo que tenho pronto. Sempre bom pois sempre descubro alguma merda. E, claro, não foi diferente desta vez.
Verifiquei passagens. Ok. Verifiquei visto. Ok. Verifiquei hostel...
...
...
Então... o nome do hostel no site "oficial" não bate com o nome do hostel no mesmo endereço ao olhar no Google Maps. Legal. Além disso, o feedback dos que já se hospedaram via Trip Advisor no Google Maps só falavam mal do lugar.
Por sorte eu estava no msn com um amigo meu que mora lá e ele, na mesma, hora ligou para os dois lugares que, supostamente, deveriam ser o mesmo. Teoricamente os dois lugares não tinham relação nenhuma mas havia algo "estranho".
Resultado, cancelei minha reserva, perdi uns cinquenta conto, e reservei outro hostel. Mais confiável aparentemente. Bom... tudo certo a princípio.
Hoje eu também terminei de vez o meu poster. Deu um certo trabalho pois tive que gerar as figuras novamente. Mas, por fim, MISSION COMPLETED.
Continuando a história da minha saga rumo ao Japão... após ter chocado minha família, eu tinha que chocar o resto do pessoal. ENFIM, resumindo toda a história porque essa parte é longa demais e eu já to sem saco de escrever (não sabia que seria tão longa), este foi um período extremamente chato e divertido ao mesmo tempo. Chato pois toda vez que eu chegava pra alguém dizendo: 'Preciso da tua ajuda', eu tinha que ver aquela cara de "Putz! O que que tu quer de mim?". Fora a cara de "Putz! Rifa?"
Como se eu adorasse vender rifa. Aliás... como se eu adorasse vender 1000 rifas!! ¬¬
Enfim (essa eu estou roubando da Fefezinha - saudade lindona!), a princípio, eu não tinha nenhuma outra fonte de ajuda então não podia passar pela minha cabeça qualquer hipótese de desistência. Principalmente depois de ter vendido as primeiras rifas e falado delas para um monte de gente.
Obvio, teve gente que fugiu de mim. Teve gente que simplesmente não pôde ajudar. Teve gente que me ajudou MUITO. Whatever, meu objetivo aqui não é comparar quem ajudou muito ou pouco.
No final da minha viagem pra casa, acabei deixando várias rifas com minha família e foi daí que veio a ajuda mais nosense. Todos eles me ajudaram vendendo MUITAS rifas. Do verbo: MUITAS. (sim... eu sei que "muitas" não é verbo. Um amigo meu falava assim e eu vou usar bastante. E se encher o saco: HAVAIANA DE PAU!)
Ok. Chegando em Sampa, eu tinha que continuar minha missão de mendigar dinheiro para a minha viagem. No caso, eu continuara a fazê-lo no contexto das rifas. Mas eu não podia deixar de mamar nos seios da mãe USP.
Continua depois...
Verifiquei passagens. Ok. Verifiquei visto. Ok. Verifiquei hostel...
...
...
Então... o nome do hostel no site "oficial" não bate com o nome do hostel no mesmo endereço ao olhar no Google Maps. Legal. Além disso, o feedback dos que já se hospedaram via Trip Advisor no Google Maps só falavam mal do lugar.
Por sorte eu estava no msn com um amigo meu que mora lá e ele, na mesma, hora ligou para os dois lugares que, supostamente, deveriam ser o mesmo. Teoricamente os dois lugares não tinham relação nenhuma mas havia algo "estranho".
Resultado, cancelei minha reserva, perdi uns cinquenta conto, e reservei outro hostel. Mais confiável aparentemente. Bom... tudo certo a princípio.
Hoje eu também terminei de vez o meu poster. Deu um certo trabalho pois tive que gerar as figuras novamente. Mas, por fim, MISSION COMPLETED.
Continuando a história da minha saga rumo ao Japão... após ter chocado minha família, eu tinha que chocar o resto do pessoal. ENFIM, resumindo toda a história porque essa parte é longa demais e eu já to sem saco de escrever (não sabia que seria tão longa), este foi um período extremamente chato e divertido ao mesmo tempo. Chato pois toda vez que eu chegava pra alguém dizendo: 'Preciso da tua ajuda', eu tinha que ver aquela cara de "Putz! O que que tu quer de mim?". Fora a cara de "Putz! Rifa?"
Como se eu adorasse vender rifa. Aliás... como se eu adorasse vender 1000 rifas!! ¬¬
Enfim (essa eu estou roubando da Fefezinha - saudade lindona!), a princípio, eu não tinha nenhuma outra fonte de ajuda então não podia passar pela minha cabeça qualquer hipótese de desistência. Principalmente depois de ter vendido as primeiras rifas e falado delas para um monte de gente.
Obvio, teve gente que fugiu de mim. Teve gente que simplesmente não pôde ajudar. Teve gente que me ajudou MUITO. Whatever, meu objetivo aqui não é comparar quem ajudou muito ou pouco.
No final da minha viagem pra casa, acabei deixando várias rifas com minha família e foi daí que veio a ajuda mais nosense. Todos eles me ajudaram vendendo MUITAS rifas. Do verbo: MUITAS. (sim... eu sei que "muitas" não é verbo. Um amigo meu falava assim e eu vou usar bastante. E se encher o saco: HAVAIANA DE PAU!)
Ok. Chegando em Sampa, eu tinha que continuar minha missão de mendigar dinheiro para a minha viagem. No caso, eu continuara a fazê-lo no contexto das rifas. Mas eu não podia deixar de mamar nos seios da mãe USP.
Continua depois...
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Ser burro deve ser uma merda
Sim. Plagiando a série de emails que recebo dos meus amigos de Floripa, eu estou criando um tópico com o mesmo título. No caso, eu irei simplesmente repassar o que recebo. =D
E a de hoje é:
Ladrão rouba joias mas deixa conta do Facebook aberta no computador da vítima.
E a de hoje é:
Ladrão rouba joias mas deixa conta do Facebook aberta no computador da vítima.
Desde sempre...
Hoje eu recebi um scrap no orkut:
"Bruno...fico feliz por suas conquistas! Boa sorte em seus trabalhos! Eu sabi que aquele maluquinho do Santo Antônia ia dar resultados...hahahahaha
Beijão guri!"
E fiquei pensando: Cara, essa minha amiga me conheceu na sexta série... e nos vimos poucas vezes depois de então... e eu já era conhecido como maluquinho... que merda não?
"Bruno...fico feliz por suas conquistas! Boa sorte em seus trabalhos! Eu sabi que aquele maluquinho do Santo Antônia ia dar resultados...hahahahaha
Beijão guri!"
E fiquei pensando: Cara, essa minha amiga me conheceu na sexta série... e nos vimos poucas vezes depois de então... e eu já era conhecido como maluquinho... que merda não?
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